terça-feira, 17 de abril de 2012

Steve Jobs - Feito de futuro

Terminei Steve Jobs de Walter Isaacson. Mais do que recomendado. Leitura obrigatória pra quem já pegou qualquer produto da Apple na mão. Passei a leitura TODA dividida: Odeio.Pago pau. Babaca, Gênio, Idiota, Iluminado, Grande homem, Homem comum. Talvez o Isaacson nem tenha tentado, mas escreveu algo bem parecido com uma biografia não tendenciosa se é que isso existe...

No final das contas, acho que um homem normal foi de fato capaz de mudar quase todas as coisas que compõe a nossa cultura.1 de cada vez. Primeiro, os computadores. Depois a animação. Aí a indústria fonográfica.Aí as telecomunicações.Aí o jornalismo!( sim, senhor).

Não fosse a sua doença, já mirava, a educação nos EUA, a engenharia e a indústria. Ele podia ter evitado o momento da vida dele em que ele era desprezível. No caso o período pré-NeXT, quando foi chutado da Apple.

Mas a vida fez com ele, o que ele acreditava ser a fórmula para criar qql coisa excelente. Refazer. Tirar o excesso e recomeçar do zero.



O que tiro da leitura:

1) Influência de Walter na maneira de escrever, sem medo d colocar seu parecer sobre as reações e respostas de Jobs. o que enriquece a leitura e oferece uma relação mais aberta com o leitor, que aí tem mais propriedade pra tirar as próprias conclusões.aí você, lendo leva em consideração. O que Jobs parece pra você. O que jobs parece para o autor, e claro para os outros personagens. =]

2) Jobs inspira firmeza nas decisões.O que é excelente é excelente.E o que não é, é uma bosta. De segunda. E não vale a pena fazer exceções.

3) Confiar na intuição desde q tenha se habituado á ela. Ele aprendeu a entender o q o coração dizia e acertou quase todas as vezes.Difícil.

4) É ESSENCIAL estabelecer uma relação de confiança com o seu entrevistado. Por exemplo: Se você quer escrever sobre Steve Jobs, tem que ter no currículo no mínimo CEO da CNN e editor da revista TIME, como é o caso de Walter ISaacson.



O livro traz bastante detalhes técnicos sobre os computadores, as placas, os chips, a produção, a engenharia. Quem não entende muito como eu pode ser facialmente dissuadido da leitura.

Eu menininha que sou, fiquei com gostinho de quero mais para conhecer o relacionamento dele com a esposa, com os filhos, com a irmã, etc. Sempre que a leitura enveredava por esse lado, acabava de repente e voltava a tratar de ações da Apple, seus novos produtos, e maneiras de conquistar os elementos necessários. Mas toda essa parte técnica revela no final das contas, quando você folheia as últimas páginas uma característica essencial de Steve Jobs.

Ele ERA a Apple. E a Apple era Steve Jobs. A empresa era um sonho, uma paixão, um filho, o maior objeto de amor de Steve Jobs. E ela correspondia. A Apple só teve vida de novo quando voltou a ter em seus corredores, como sangue nas veias, Steve Jobs gritando, humilhando pessoas, e tomando decisões loucas.

Steve Jobs não morreu. Por que a Apple não morreu. Enquanto houver Apple e um conselho, diretoria, e presidência escolhida a dedo por ele, pouco vai mudar.

Enquanto pensavam que as ações da Apple cairiam muito depois de Jobs morreu, elas na verdade aumentaram. Por que os Mac lovers e acionistas sabem onde encontrar mais de Steve. Mais de sua genialidade, mais de sua paixão pelo minimalismo, mais de sua elegância na elaboração de produtos, mais de seu feeling para identificar o futuro.

Depois de muito relutar. Guardo meu orgulho e confesso: Steve Jobs foi responsável por grandes coisas. Quem sabe parte da minha visão do mundo. E quem sabe parte da minha colaboração para um novo tempo, que ele mesmo tenha enxergado.

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