Os argumentos de Rachel não pararam por ali e por isso devo continuar também.
Uma outra revolta da jornalista pernambucana é em relação ao serviço de saúde. Ela acha que está sendo mal administrado. Não é nenhuma novidade para ninguém. Mas responsabilizar o carnaval por isso para mim não faz sentido.
As ambulâncias socorrem bêbados e gente que briga na rua mais rapidamente do que trabalhadores, grávidas e idosos. Digno de crítica, concordo. Mas o que ela quis dizer com isso? Que as ambulâncias só funcionam no carnaval? Então se não tiver carnaval, as ambulâncias vão atender os necessitados num piscar de olhos e o mundo vai ser mais bonito?
Ingenuidade ou preguiça de refletir. O problema da saúde é nacional e constante e aflige milhões de pessoas, sejam foliões ou não, 365 dias por ano. Se ela quer meter o pau no governo, que faça isso todo santo dia, por que todo santo dia o governo pode f*** com a vida do cidadão por negligência ou cara de pau mesmo.
Ela prossegue.
Segurança pública. Policiais fazem presença neste tempo, mas desaparecem no dia a dia. Fato. Mas, mais uma vez: segurança também é preciso em tempo de carnaval e no dia a dia, os índices de assaltos, homicídios e outros absurdos falam por si, diariamente, sem que o constraste do carnaval, faça da morte de inocentes mais ou menos inaceitável.
No final, “on fire”, Rachel vira uma metralhadora de argumentos infundados. O governo gasta com curetagem de meninas grávidas, com o socorro de bêbados, com indenizações de acidentados e com tantas outras coisas por um motivo muito mas muito maior do que o carnaval: a cultura.
Não.. não cultura no sentido, festas populares, folclore. Cultura no sentido, noção, hábito, conduta do cidadão. Não vou dizer que isso é habito de todo brasileiro. Generalizar é tão superficial quanto culpar o governo por tudo. Mas que boa parte do povo ESCOLHE beber, engravidar, e se acidentar, ele o faz.
Não acho que a jornalista está errada nem em abrir a boca pra falar, nem em pontuar alguns problemas que são reais, nem em cobrar mudanças por meio da sua manifestação. O problema é o direcionamento da crítica.
O Carnaval é só mais uma festa. Quem faz m*** é o povo nas suas más escolhas. O governo tem suas falhas? Tem. Mas o Carnaval continua sendo só mais uma festa, e uma festa que ninguém enfiou guela a baixo do cidadão, votante e contribuinte.
Espero não gerar gastos para o governo como teme a jornalista, mas enquanto houver folga, estou aproveitando o carnaval. E no dia que houver segurança, saúde pública, boa música, e pão na mesa do pobre todo santo dia, quem sabe Sherazade aproveita também. Ela tem cara de que já curtiu carnaval.. “mas isso foi nos tempos de outrora”.
COMENTÁRIO CRETINO:
ResponderExcluir"Ah, mas diz ai: ela é gatinha"
Whatever... Você podia postar o vídeo dela no post. Eu concordo quando você diz que os argumentos dela são superficiais. Ela simplesmente falou o que todo mundo já sabe. Não é a toa que o vídeo dela recebeu um bocado de jóinhas no Youtube.
Ela diz que o carnaval não é uma festa "genuinamente brasileira". Eu me pergunto: e daí?
Eu concordo contigo quando tu finaliza dizendo que o carnaval no final das contas é apenas uma festa e que não adianta apontar falhas do governo ou se utilizar do Wikipédia para afirmar algo que já sabemos. No final, o carnaval será apenas mais uma festa.
Publica mais texto. Tá chupchura!